Em janeiro de 2026, uma invasão a sistemas ligados ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acendeu um alerta vermelho no Judiciário brasileiro. O episódio ganhou repercussão nacional após a emissão de mandados de prisão falsos em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do STF Alexandre de Moraes.
As investigações iniciais apontaram que o responsável pelo acesso indevido seria um adolescente de 14 anos, que explorou fragilidades nos sistemas para inserir registros fraudulentos. Os documentos não tiveram qualquer validade jurídica, mas o impacto institucional foi imediato.
O que aconteceu
O ataque consistiu na manipulação de cadastros e registros eletrônicos, simulando decisões judiciais reais. Os mandados falsos chegaram a circular em ambientes digitais, o suficiente para gerar confusão, mobilizar autoridades e exigir resposta rápida dos órgãos de segurança.
Assim que a fraude foi identificada, os registros foram anulados, os acessos suspeitos bloqueados e iniciou-se uma força-tarefa para apurar a extensão da invasão e evitar novos episódios.
Quando veio a público
- Janeiro de 2026: identificação da invasão e dos registros falsos.
- 5 de fevereiro de 2026: deflagração de operação policial para investigar o caso, com foco nos acessos aos sistemas do CNJ e de tribunais estaduais.
Por que o caso é grave
Mais do que uma fraude isolada, o episódio escancara um problema estrutural: a segurança de sistemas críticos do Estado. Quando um ataque consegue simular a autoridade do Judiciário, o dano vai além da tecnologia — atinge a confiança pública e a credibilidade institucional.
O fato de o autor ser menor de idade reforça outro ponto sensível: não é preciso uma estrutura sofisticada ou grandes recursos para causar impactos relevantes quando há falhas de governança digital.
Consequências imediatas
- Revisão emergencial de protocolos de acesso e auditoria.
- Investigações criminais e administrativas em andamento.
- Pressão por investimentos em segurança cibernética, monitoramento contínuo e integração entre Judiciário e órgãos de defesa digital.
O alerta que fica
O caso do CNJ funciona como um lembrete incômodo: segurança digital não é detalhe técnico, é pilar de funcionamento do Estado moderno. Em um cenário cada vez mais digital, proteger sistemas judiciais é proteger a própria noção de legalidade.













